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II Congresso Iberamericano de Educação Bilíngue para Surdos


Olá pessoal,
Estamos divulgando o II Congresso Iberamericano de Educação Bilíngue Para Surdos, que acontecerá entre 24 e 28 de abril em Assunção, no Paraguai.

Até o dia 28/02 você pode garantir a sua vaga, através de uma pré-inscrição, por e-mail. Para realizá-la, envie seus dados (Nome, sobrenome, profissão, ocupação atual, ouvinte ou surdo, familiar ou não de surdo, país de residência, e-mail e telefone (com DDI e DDD) para o e-mail congreso.iabs@gmail.com, aos cuidados de Verônica Sánchez R.

Valores de inscrição:
- Surdos (até o congresso) - US$ 75
- Ouvintes (até 28/02) -  US$ 85
- Após esta data - US$ 100

CONVIDADOS CONFIRMADOS:

  • KRISTINA SVARTHOLM (Suécia) 
  • CARLOS SÁNCHEZ (Venezuela)
  • PEPI CEDILLO (Surda, Espanha) 
  • ANA LODI (Brasil)
  • PILAR FERNÁNDEZ VIADER (Espanha) 
  • ROBERT JOHNSON (USA)
  • BENOIT VIROLE (França) 
  • PAULA BOTELHO (Brasil)
  • MERCEDES OBREGÓN (México) 
  • SILVANA VEINBERG (Argentina)
  • BORIS FRIDMAN (México) 
  • LEONARDO PELUSO (Uruguai)
  • ROCÍO CABEZAS (Equador)

ÁREAS TEMÁTICAS:
A) O MODELO BILÍNGUE: UM FRACASSO NÃO
ANUNCIADO
1. O modelo bilíngue na teoria e na prática (1987 – 2012). Expectativas e frustrações;
2. O desenvolvimento de linguagem e a inteligência nas crianças surdas privadas de
uma língua natural; 3. Exceções e paradoxos. Os surdos “exitosos”, a
língua oral e a resiliência.

B) A LÍNGUA ESCRITA: A SEGUNDA PERNA DO
MODELO QUE CONTINUA MANCA
1. Aprender a ler em um sistema alfabético: missão impossível? Alfabetização, consciência
fonológica, letramento;
2. A língua escrita na sociedade. Telefonia celular e Internet: o que os surdos leem e o que não
leem?
3. A língua escrita na escola. A obstinação pedagógica. A leitura e a escrita ocupando o
vazio deixado pela língua oral;
4. Por que os surdos “devem” aprender a ler?
5. Leitura informativa e leitura formativa. A dimensão literária e o pensamento metafórico.

C) A LÍNGUA DE SINAIS: PASSADO, PRESENTE E
FUTURO
1. A língua de sinais: inacessível aos ouvintes?
2. A comunicação com ouvintes: quem tem interesse em falar com os surdos?
3. A interpretação: comédia ou martírio?
4. O status atual das línguas de sinais: quem, onde e quando ela é usada? E de que se fala?
5. A língua de sinais: uma língua ameaçada de extinção?

D) A COMUNIDADE DE SURDOS
1. A incapacidade: alternativa “ouvintista” à concepção socioantropológica da surdez?
(1a) A negação da diferença: “Os surdos podem fazer qualquer coisa, menos ouvir”;
(1b) A negação da diferença: surdos, cegos, deficientes físicos e deficientes mentais: todos
juntos ao seio benevolente da “incapacidade”; 2. A comunidade de surdos: uma comunidade de
não capacitados?
3. Etnicidade e surdez: um povo fictício sem território e sem história? Ou uma nação que
defende sua língua e sua cultura como luta por sua sobrevivência?
4. Os membros da comunidade (4a) Surdos x surdos: separados pela cultura? (4b) Os CODAs: membros natos ou intrusos dissimulados?
(4c) Os hipoacúsicos: sorte ou desgraça?
(4d) A hipoacusia: realidade sociocultural ou constructo clínico? O que entendem e o que
não entendem os hipoacúsicos? O desenvolvimento de linguagem dos
hipoacúsicos na língua oral.

E) OS SURDOS FRENTE AO SEU DESTINO
1. Um mundo sem surdos? O sonho eugênico de Alexander G. Bell;
2. A inclusão escolar;
3.Os implantes cocleares;
4. A manipulação genética;
5. O sentido da luta pela causa dos surdos;
6. Pela emancipação dos surdos!

Para maiores informações acesse a página do evento no Facebook (aqui).

Não perca!!!
Abração,
Vanessa.

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